“The Battle We Didn’t Choose” (A batalha que não escolhemos)

17 maio, 2013 | postado por osvaldo

Desde a primeira vez em que Angelo botou os olhos em Jennifer, sabia que ela era única.

“Eu a encontrei”, pensou. Deste momento em diante, conheceram o céu e o inferno em um curto espaço de tempo. Alguns meses depois de se conhecerem, os dois apaixonados se casaram em Central park – rodeados da família e amigos. E cinco meses depois, Jennifer foi diagnosticada com câncer de mama.

 

- We are together, we’ll be ok – (estamos juntos, vamos ficar bem) – consolou Angelo.

 

A cada desafio, as palavras se tornavam menos importantes. Em uma das noites no hospital, a dor de Jennifer estava insuportável.

 

- You have to look in my eyes, that’s the only way I can handle this pain (você tem que olhar nos meus olhos, essa é a única maneira que eu posso lidar com essa dor) – pediu ela para o marido.

 

“Nos amávamos com cada pedaco das nossas almas” descreve Angelo Meredino no site “my wife’s fight with breast cancer” (luta da minha mulher com câncer de mama).

Foram quase 4 anos de tratamento e medicamentos até Jennifer falecer. Aos 39 anos, Jennifer começou a usar um andador e estava constantemente exausta.

As fotografias de Angelo mostram esta luta diária da companheira. Elas humanizam o “rosto do câncer”. Elas mostram o desafio, a dificuldade, o medo, a tristeza e a solidão que Jennifer enfrentou. Mostram como ela lutou contra esta doença. “O mais importante de tudo”, diz Angelo, “mostram o nosso amor”.

 

“Quimioterapia”

 

“Aguardando pelo radiologista”

 

“Raspando o cabelo”

 

“Depois de duas semanas no hospital”

 

“Dor”

 

“Protegendo Jennifer”

 

“…”

“Estas fotografias não nos definem. Mas elas são nós”. (Angelo Merendino)

“Ame cada pedaço das pessoas em sua vida”. (Jennifer Merendino)

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O Múltiplo Leminski

15 maio, 2013 | postado por osvaldo

Até o dia 9 de junho, no Museu Oscar Niemeyer (Curitiba / PR), é possível conferir a maior exposição já feita para o poeta Paulo Leminski: “Múltiplo Leminski”.
O “múltiplo” do título, vale dizer, foi muito bem escolhido. Leminski foi poeta, escritor, crítico literário, tradutor, professor, e como não bastasse tudo isso, faixa-preta de judô!
Seus poemas; versos em destaque; livros publicados; histórias em quadrinhos; artigos de jornais e revistas. Há de tudo sobre Leminski na exposição.

E claro, muitas fotografias. Várias delas tiradas pelo fotógrafo Dico Kremer (professor da disciplina de “retratos” da Omicron Escola de Fotografia). Fotos em preto e branco que eternizam o poeta. Ainda mais.

Leminski e Kremer (ou Paulo e Dico) foram bons amigos. Frequentavam o “Cine Clube Pró Arte”, na praça Santos Andrade. Viam filmes que não faziam parte do circuito hollywoodiano. Depois debatiam sobre os filmes, conversavam. Nessas conversas surgiram interesses em comum: além do cinema, a literatura, a poesia, etc. De acordo com o relato dado por Kremer a respeito de sua convivência com o poeta, eles se aproximaram mais um do outro (e se tornaram amigos) quando Leminski entrou para o mundo da publicidade (onde Kremer já atuava).

“Entre os anos de 1975 e 1983 nos vimos muitas vezes por semana”, conta Kremer. “Poeta ainda sem livro de poesia publicado, consegui com os irmãos El-Khatib, o Faruk e o Faissal, da Grafipar, a publicação de seu primeiro livro de poesia em troca de trabalhos fotográficos que eu tinha prestado para empresa deles. Assim nasceu o “Não fosse isso e era menos não fosse tanto e era quase”. Convivi com o Paulo e a sua família: sua mulher a poeta Alice Ruiz, seu filho Miguel Ângelo, precocemente falecido, sua filha Áurea Alice e, depois, a filha Estrela. Estas fotos são um pequeno testemunho de nossa convivência e amizade”.

(Relato de Dico Kremer sobre sua convivência com Leminski: http://www.bpp.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=116)

Museu Oscar Niemeyer – Exposição “Múltiplo Leminski”

Entrada gratuita

Até 9 de junho de 2013

Local: Salão Principal (Olho) Rua Marechal Hermes, 999. Centro Cívico, Curitiba – PR

 

Foto: Evary Leal

 

Foto: Evary Leal

 

Foto: Evary Leal

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A princesinha de Ionesco

10 maio, 2013 | postado por osvaldo

“Eva & Irina Ionesco”

1970. Quando tinha apenas quatro anos, Eva começou a ser fotografada pela mãe. E assim foi pelos próximos oito anos, até que Eva entrou na adolescência e sua mãe percebeu que era hora de parar com as fotos. Eva estava crescendo, deixando de ser uma “princesinha”, não tinha mais a essência infantil que atraía o olhar da mãe.

O olhar da fotógrafa Irina Ionesco.

Irina Ionesco

Décadas depois, em dezembro de 2012, Irina foi condenada a pagar dez mil euros por “prejudicar a imagem e a vida privada da filha”. Eva, agora com 46 anos, queria uma indenização de 200 mil euros… Mas a defesa descobriu que, além dos fatos já terem sido prescritos, Eva teria sido “animada pela raiva” que sente da mãe.

“Eva Ionesco aos 46 anos”

As fotografias que Irina fez da filha tornaram-se o trabalho mais conhecido da artista. As imagens causaram polêmica, é claro, já que Eva era frequentemente clicada em poses sensuais. Se tais fotos são sensuais ou sexuais, é outra história, ou para usar de um velho e conhecido clichê: a maldade está nos olhos de quem?

Vale lembrar que as fotos foram feitas entre as décadas de 1970 e 80. Modelos entravam e saíam o tempo todo da casa da fotógrafa Irina Ionesco. Não demorou para que a filha fosse “alvo” das suas lentes.

E qual o significado dessas fotos hoje? Seria o mundo agora mais politicamente correto? Mais chato? Ou nada mudou?

Betch Cleinman (curadora da exposição de Irina no Brasil) foi assertiva ao dizer que o tempo passa e as fotografias adquirem um novo significado. “Não existe censura para a obra de Irina Ionesco, mas ela é recomendada para um olhar adulto”.

Um olhar despojado da essência infantil.

Fontes de pesquisa:

http://iionescophoto.tumblr.com/

oglobo.globo.com

Fonte das imagens:

http://fashionbeyondfashion.wordpress.com/tag/irina-ionesco/

http://fleurmach.com/tag/eva-ionesco

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Grupo de Estudos (GEO) da Omicron

7 maio, 2013 | postado por osvaldo

“Fotografia Documental Contemporânea”

foi o tema debatido no Grupo de Estudos da Omicron desta semana.

“Marcio Rodrigues e Marco Mendes (Sol no Céu da nossa Casa)”

 

Na última segunda feira (06 de maio) o Grupo de Estudos (GEO) – mediado pela professora Lu Berlese (mestre em Comunicação e Linguagens com especialização em fotografia) – teve como pauta “a linguagem fotográfica utilizada na Fotografia Documental Contemporânea”. A respeito disso, duas questões foram relevantes para a discussão: o olhar de dentro versus o olhar estrangeiro; e o público, o íntimo e o privado no universo da representação.

Os participantes do GEO conversaram sobre o trabalho de Luiz Braga (A Margem do Olhar), Marcio Vasconcelos (Na trilha do Sertão), Marcio Rodrigues e Marco Mendes (Sol no Céu da nossa Casa), Tiago Santana (Benditos), Renata Castello Branco (Paraisópolis), Shannon Jansen (Southwood), Alexander Gronsky (Histórias da Fronteira), Angelo Merendino (The battle we didn’t choose), Vlad Sokhin (violence against women in PNG), Jessica Dimmock (Ninth Floor), Alberto Garcia Alix (Lo más cerca que estuve del paraíso) e Sally Mann (Family Pictures).

No final deste post você pode acessar os links dos portfólios e sites relacionados aos trabalhos dos fotógrafos contemporâneos analisados pelo grupo.

Lembrando que o Grupo de Estudos Omicron é dedicado a discussão e debate de assuntos relacionados ao mundo da fotografia e é aberto a qualquer um que queira participar.

Os encontros acontecem na Omicron, das 19h30 às 21h30 e o próximo será no dia 11 junho. Tema: Fotografia Documental X Fotografia Autoral.

Para se inscrever envie um e-mail para euvou@omicronfotografia.com.br

“Tiago Santana (Benditos)”

“Renata Castello Branco (Paraisópolis)”

 

“Renata Castello Branco (Paraisópolis)”

 

“Shannon Jansen (Southwood)”

 

“Shannon Jansen (Southwood)”

 

“Sally Mann (family pictures)”

 

“Alberto Garcia”

 

“Angelo Merendino (The battle we didn’t choose)”

 

Links relacionados:

LUIZ BRAGA/PORTFOLIO/À margem do olhar (1987/88): http://www.luizbraga.fot.br/portfolio4/portfolio4.html

Marcio Vasconcelos (Na trilha do Sertão): http://www.marciovasconcelos.com.br/bio.php

Marcio Rodrigues e Marco Mendes (Sol no Céu da nossa Casa): http://www.colecaopirellimasp.art.br/autores/292/obra/1097

Tiago Santana (Benditos): http://www.cameraviajante.com.br/reportagens/tiago_santana_reportagem.htm

Renata Castello Branco (Paraisópolis): http://cipatexdecor.blogspot.com.br/2012/10/exposicao-paraisopolis-uma-cidade.html

Shannon Jansen (Southwood): http://www.shannon-jensen.com/#/2/

Alexander Gronsky (Histórias da Fronteira): http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/03/fotografo-retrata-historias-da-fronteira-entre-russia-e-china.html

Angelo Merendino (The battle we didn’t choose): http://mywifesfightwithbreastcancer.com/

Vlad Sokhin (violence against women in PNG): http://www.vladsokhin.com/projects/crying-meri

Jessica Dimmock (Ninth Floor): http://www.jessicadimmockphotography.com/projects/the-ninth-floor/

Alberto Garcia Alix : http://www.albertogarciaalix.com/obra/lo-mas-cerca-que-estuve-del-paraiso/

Sally Mann (Family Pictures): http://sallymann.com/selected-works/family-pictures

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O retrato da brutalidade

6 maio, 2013 | postado por osvaldo

Na semana passada a Fundação Jaled lancou uma campanha que rendeu polêmica: o combate contra a violência machista feita com as mulheres.
A razão da “polêmica” não se refere ao objetivo da campanha, mas sim ao fato dela ter sido lançada naArábia Saudita (país, como se sabe, ultraconservador).
O slogam da campanha é inteligente e ousado (“existem algumas coisas que não podem ser escondidas. Nem mesmo na Arábia Saudita”). A imagem dispensa palavras:

 

A imagem da campanha é forte, mas talvez nada chegue mais perto de causar impacto do que a série de fotografias tiradas pelo fotógrafo Emilio Morenatti em 2008. Morenatti registrou o rosto de algumas mulheres paquistanesas que foram vítimas da brutalidade dos homens.

 

Algumas apanharam de estranhos, outras dos próprios maridos. Desfiguradas, queimadas, machucadas no corpo e na alma, grande parte dessas mulheres acabaram confinadas em suas casas. Esquecidas. Mas não totalmente, graças ao registro do fotógrafo.

 

Munira Asef, 23 anos (Lahore, Paquistão). Queimada com ácido por um menino a quem ela recusou se casar. Submetida a sete cirurgias plásticas.

 


Shameem Akhter, 18 anos (Jhang, Paquistão). Estuprada por três rapazes que jogaram ácido em seu rosto. Submetida a 10 cirurgias plásticas.

Saira Liaqat, 26 anos (Lahore, Paquistão), segura um retrato dela antes de ser queimada com ácido pelo marido. Foi submetida a 9 cirurgias plásticas para tentar se recuperar de suas cicatrizes.

 

Irum Saeed, 30 anos (Universidade urdu de Islamabad, Paquistão). Queimada no rosto, costas e ombros a doze anos atrás, quando um rapaz a quem ela rejeitou o casamento jogou ácido sobre ela no meio da rua. Ela já foi submetida a 25 cirurgias plásticas.

Fonte das imagens: www.filhotedepombo.com

 

 

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Entrevista com o fotógrafo Jorge Santos

3 maio, 2013 | postado por osvaldo

 

O fotógrafo fará um workshop do dia 17 a 19 de maio.
Local: Pousada Hakuna Matata (Morretes-PR)
Inscrições: http://www.omicronestudio.com.br/workshop.php#noturna

 

Fotógrafo experiente, verdadeiro especialista em imagens da natureza, ganhador de diversos prêmios internacionais. Possui extensa formação nos temas tratados e grande experiência docente, havendo realizado na Espanha, onde residiu nos últimos 27 anos, um elevado número de workshops sobre distintos temas fotográficos.
Nesta entrevista gentilmente a nós concedida, Jorge Santos responde algumas questões sobre o universo da fotografia noturna.

Jorge, pela sua experiência profissional, você se descreveria como um fotógrafo inteiramente dedicado a fotografia noturna?

Não. Eu não me dedico inteiramente a Fotografia Noturna, ainda que ela faça grande parte da minha produção fotográfica. Me dedico profissionalmente a fotografia e atuo principalmente na área de fotografia da paisagem e de viagens, incluindo as gentes do lugar, festas, arquitetura, gastronomia, etc. Dai que faço um pouco de tudo. Mas, desde 2007 me dedico com muito carinho a Noturna. Nesta data, fui uma das pessoas a criar um portal de fotografia noturna na Espanha (www.noctambulos.org) e minha dedicação a este tipo de fotografia vem daí.

Você é um especialista em fotografar imagens da natureza. Há uma relação mais forte entre a natureza e a fotografia noturna?

Como em tudo, há modas e tendências na fotografia. E a fotografia noturna não escapa a isso. Há muitos fotógrafos interessando-se pelo Light Painting, por exemplo, ou por fotografia experimental na noite. Mas a fotografia noturna da natureza é extremamente bela. Há cores, nuances e sensações dificilmente capturáveis em fotos diurnas. Sem falar na maravilhosa sensação de estar sob as estrelas no campo. Para mim, pessoalmente, a combinação natureza noturna tem mesmo um caráter especial.

Fotografia noturna é um tema popular entre os fotógrafos?

Pela minha experiência, quando um fotografo realiza fotografia noturna pela primeira vez, fica tão encantado com o tema que no que mais está pensando é na próxima saída. A primeira fotografia onde capturas com clareza e beleza o movimento é especial. Por isso a fotografia noturna é muito popular entre os fotógrafos e cada vez mais, para as agências de fotografia.

Quais as maiores dificuldades neste universo da fotografia noturna?

Ao contrario do que se pensa, não fazem falta grandes equipamentos para realizar belas fotos na noite. O que realmente é difícil é a formação de grupos que se dediquem a fotografar a noite, já que por uma serie de razões, é muito recomendável não sair só. Esta, juntamente com a dificuldade de informações nesta disciplina fotográfica, creio eu que são as maiores dificuldades. Estou trabalhando pessoalmente na formação de grupos locais que se dediquem a foto noturna – e com sucesso, diga-se de passagem.

Tirar fotos no período noturno requer mais sensibilidade do fotógrafo?

Acho que em todos os campos e disciplinas fotográficas a sensibilidade e a criatividade são fundamentais, mas as características da foto realizada a noite, pelo fato da visibilidade não ser a mesma que a diurna, requer sim uma adaptação ao meio onde se realiza a foto.

É não recomendado fotografar nas noites em que “a lua está tímida”?

Ao contrario, as fotografias sem Lua podem ser maravilhosas fotografias. Por exemplo, podemos capturar a Via Láctea em todo o seu esplendor somente em noites sem Lua. E há algumas fotografias que só se podem realizar naquelas noites onde a Lua está dormindo.

Como está o mercado para os fotógrafos que desejam se profissionalizar
no segmento da fotografia noturna? Além da questão artística, autoral, há uma perspectiva comercial na fotografia noturna?

O mercado para a fotografia da paisagem é emergente, digamos. Há profissionais já estabelecidos na Fotografia da Paisagem, mas abre-se mercado para novos valores. Eu, apesar de velho, entrei neste mercado a partir de 2010, já que antes estava na Europa. Especificamente em noturna, justamente por não ser uma fotografia habitual, há demanda. Não é o mesmo uma foto do Farol da Barra na Bahia de dia que de noite, e de dia há muitas.

O que os alunos podem esperar do Workshop de Fotografia Noturna e de Longa Exposição?

O Workshop de Morretes como os realizados em Tiradentes, Serra do Cipó, Salvador, cada um com características especiais devido a localização, vai introduzir a temática noturna desde os primeiros passos até exercícios elaborados. O fluxo de trabalho na fotografia noturna será contemplado desde o seu inicio em varias palestras teóricas suportadas por projeções onde o aluno entrará gradativamente neste mundo, o da fotografia noturna, com a certeza de entender e assimilar os conceitos necessários antes de atacar os exercícios propostos pelo professor. Os exercícios por sua vez, contemplarão como dito anteriormente, desde as bases imprescindíveis da noturna até a realização de fotografias mais complexas.
Na última sessão as fotografias dos alunos serão analisadas em relação aos temas tratados no workshop, e serão dadas orientações no sentido de edição das fotografias.

Espero poder formar também em Curitiba grupos que saiam regularmente para fotografar a noite.

Um grande abraço aos curitibanos e até lá.

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A Magia de Escher

30 abril, 2013 | postado por osvaldo

“O olho mágico”

A insana e brilhante magia tem data e local. Suas gravuras estão expostas no Museu Oscar Niemeyer até 21 de julho de 2013 (Salas 1 e 2; Curitiba / PR).

A extensa obra de Escher tem a capacidade de confrontar o público com elementos visuais que aos nossos olhos chegam como uma estranha ilusão.
“Talvez eu esteja em busca do espantoso, e por isso, procure apenas provocar espanto no espectador”, escreveu certa vez Escher. Para o artista em questão, o mundo retratado na arte poderia ser uma combinação de diferentes realidades.
Escher é um verdadeiro mestre em iludir com um ponto de vista que mescla o palpável e o ilusório. Suas gravuras pedem mais do que um olhar. É preciso olhar uma, duas, dez vezes, para entender que aquela linha que você está vendo não existe. Se na gravura o castelo parece ter três andares, na verdade é um só.
Ou será que não?
Escher nos entrega de bandeja a dúvida, talvez a melhor forma de imortalizar uma obra. Cada olhar é um olhar, assim como o ponto de vista de Escher é mais complexo do que pode parecer a primeira vista. Seus desenhos não têm apenas traços que se somam e completam uma imagem, mas sim traços que se mesclam e formam uma singularidade genial.
Além das 85 gravuras expostas, o público pode literalmente entrar nas perspectivas geométricas do artista. O local que mais está chamando a atenção na exposição, aparentemente, é uma sala na qual os visitantes podem entrar (duas pessoas de cada vez) e participarem de uma ilusão: encostadas na mesma parede, uma pessoa fica “gigante”, a outra pequenina.
É possível tirar fotos (sem flash) dentro do local – do insano mundo de Escher M. C. Escher. A foto dos visitantes dentro dessa sala das perspectivas está sendo amplamente divulgada pelo facebook – por centenas de pessoas que estão indo conferir a exposição.

“Paradoxos geométricos”

A fotografia e o surreal

M.C Escher e Salvador Dali foram artistas surrealistas. Na década de 40, o fotógrafo americano Philippe Halsman fotografou Salvador Dali de uma forma que lembra muito uma parte em especial da exposição de Escher: os seres animados e inanimados que desafiam a lei gravitacional.
Na exposição de Eschero olhar por uma janela da sala, podemos ver um pequeno gato deitado sobre um livro (que está sobre uma cadeira de madeira). Apenas alguns passos a direita, ao olharmos pela outra janela (para a mesma sala), tudo está levitando: o gato, o livro, a cadeira de pernas para o ar. Nos remete a fotografia do surreal Dali, imortalizada por Halsman.

“Dali, fotografia de Philippe Halsman”. No quadro menor anexado a foto, parte da exposição de M.C Escher.

A genialidade de Escher também influenciou recentemente na fotografia do cinema. O filme “Inception” (A origem) utiliza de forma repetitiva a idéia de Escher dos paradoxos geométricos, principalmente com as escadas retorcidas (assim como na obra “Relativity”).

Filme “Inception” (A origem / 2010)

“Ascending and descending”, M.C Ascher

É curioso que a junção dessas diferentes expressões de arte (pintura, cinema, fotografia) se mesclem para retratar fragmentos das mentes mais surrealistas e geniais que já passaram por este mundo que, afinal de contas, não deixa de ser o maior dos paradoxos visuais.

 

Crédito das imagens:

(Exposição “Magia de Escher”: Diego Gianni; Fotografia de Halsman: wikipédia; Imagem Inception: moillusions.com)

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Post Mortem Photos: “a morte imortalizada”

29 abril, 2013 | postado por osvaldo

Já ouviu falar em “post mortem photos”?

Se não ouviu, provavelmente achará o assunto um tanto…bizarro.
Na Era Vitoriana (sec. XIX) era comum que as pessoas fossem fotografadas depois de mortas. Essas fotografias não tinham propriamente o objetivo de serem artísticas, impressionistas. Elas supriam um elo sentimental entre o falecido e seus entes queridos.
Outros elementos importantes devem ser levados em consideração: nessa época a taxa de mortalidade infantil era muito alta, portanto, a fotografia de um bebê ou criança falecida era a única imagem que a família teria dessa pessoa…para sempre.

“A criança e suas bonecas”

O que parece bizarro (para um olhar atual), na época era belo e natural. Essas fotografias também representavam, por assim dizer, uma negação da morte.
O que realmente impressionava nas “post mortem photos” era que as pessoas fotografadas pareciam…vivas! Suportes de madeira devidamente escondidos dentro das roupas dos falecidos os sustentavam e impressionantemente tiravam qualquer distinção entre mortos e vivos “posando” para o mesmo daguerreótipo.

Vivos e mortos, imortalizados na mesma foto.

 

“O bebê está morto. A taxa de mortalidade infantil no sec. XIX era extremamente alta”.

“A mulher da direita é a morta. Ela está em pé devido a um suporte de madeira escondido dentro do vestido”.

 

“A mulher deitada”

 

“Nesta fotografia, todas as mulheres estão mortas. A mulher que está de costas tinha o rosto deformado”.

 

 

“O garoto”

 

“Apenas a moça do meio está morta (filha do casal)

 

 

 

 

Fonte das imagens:  http://estranhoebizaro.blogspot.com.br/2009/11/post-mortem-photos.html

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Retratos de uma triste realidade

2 abril, 2013 | postado por osvaldo

A pesquisa intitulada Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado, feita pela Fundação Perseu Abramo em 2011, revelou que “uma em cada quatro mulheres brasileiras que deram a luz em hospitais públicos ou privados relatam algum tipo de agressão durante o parto”. O projeto 1:4 – Retratos da Violência Obstétrica traz depoimentos de vítimas que carregam, até hoje, marcas psicológicas e físicas sofridas durante o parto.

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Diane Arbus: Olhares que chocam

14 março, 2013 | postado por osvaldo

Nascida em março de 1923, Diane cresceu em Nova Iorque numa sociedade burguesa. Casou-se aos 18 anos com Allan Arbus e com ele aprendeu a fotografar. Juntos, eles trabalharam com fotografia de moda, porém seu trabalho de maior destaque foi como retratista de pessoas “freaks”.

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